Até os Confins da Terra
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Mulher é estrupada na India a cada 20 minutos
Nós brasileiras somos muito alegres, conseguimos até rir quanto tudo não vai bem; porém aqui na India, basta darmos um sorriso ou dirigimos a palavra a um indiano que eles já começam a lhe perseguir ...
O que vinha acontecendo a séculos e decadas foi muito exposto pro mundo todo a respeito do tratamento e indiferença que eles dão as mulheres; com aquele caso da menina estuprada e morta dentro de um ônibus em Delhi por vários homens. No Brasil tem campanhas e mais campanhas pra que se ela sofrer qualquer tipo de violência, abuso ou estupro deve ser denunciado. Inclusive existe até delegacia da mulher. Agora veja bem a situação aqui da India, a mulher é estuprada e quando chega numa delegacia pra fazer a ocorrência, é impedida pelos próprios policiais. A um tempo atrás elas reuniram em protesto e foi distribuido canivete pra cada uma delas se defenderem, pois contar com a polícia aqui é perda de tempo.Infelizmente é perda de tempo !!!
Vejam o pequeno vídeo em portugues postado no youtube, tirem as suas conclusões e orem pelas indianas, governo, polícia, sistema cultural e etc.
Clique aqui para ver o vídeo
sexta-feira, 10 de maio de 2013
O poder do perdão
Um iraniano declarado culpado do assassinato de um policial foi perdoado pela família da vítima no momento de sua execução, quando o homem já estava pendurado na forca, informou nesta quinta-feira (9) a agência Mehr.
A família da vítima "gritou que o perdoava quando o assassino já estava pendurado há alguns segundos". As pessoas correram para dar apoio ao corpo do homem e tiraram a corda de seu pescoço, de acordo com as fotos divulgadas pela agência.
O assassino deveria ser enforcado publicamente em Machhad (nordeste do Irã). A lei iraniana indica que a família da vítima pode conceder seu perdão para evitar que um criminoso seja executado.
O assassino escapa da pena capital, mas deve pagar o preço pelo sangue derramado (diyeh), que equivale a cerca de US$ 36 mil, e passar mais algum tempo na prisão.
De acordo com a lei iraniana, assassinos e estupradores são condenados à forca.
O perdão traz um bálsamo de renovação , cura , alegria e paz de espírito .Portanto sigamos o nosso exemplo maior de vida , dedicação, amor e perdão , que é o nosso Senhor Jesus , e perdoemos uns aos outros como Ele mesmo nos perdoa dia após dia ... Oremos hoje pelo Irã , para que mais famílias hajam da mesma forma e que eles possam experimentar o gozo da alegria vindo do gesto magnífico do perdão !!!
Fonte :G1
Via patricia-missoesnaindia.blogspot.com
Fonte :G1
Via patricia-missoesnaindia.blogspot.com
quarta-feira, 20 de março de 2013
Devadasis
As servas da deusa Yellamma
Numa tradição que vem do século 9, meninas indianas são destinadas por suas famílias para servir à deusa Yellamma. Sua tarefa: atender aos desejos sexuais dos homens de suas comunidades.Sentada na casa de sua família, na cidade indiana de Gokak, Kavita Kurbati, de 18 anos, aguarda um cliente numa tarde de quinta-feira. Suas filhas, Rakshita, de 3 anos, e Chaitra, de 1, dormem tranquilamente a seus pés. Quando Kavita chegou à puberdade, sua mãe, recorrendo a uma antiga tradição ligada à deusa hindu Yellamma, designou a filha para tornar- se uma devadasi, ou "serva da deusa". Isso significa que Kavita não pode desposar um mortal. Em vez disso, como uma forma de agradar Yellamma e trazer mais sorte para sua família, ela serve como uma "prostituta do templo", satisfazendo as necessidades sexuais dos homens de sua comunidade.
Embora sua posição como "prostituta do templo" tenha raízes numa complexa tradição religiosa praticada na Índia desde o século 9, Kavita, como uma moderna devadasi, é basicamente uma trabalhadora sexual comum. Com seus ganhos de cerca de 300 rúpias (pouco mais de US$ 6), ela sustenta a mãe, o pai, três irmãs, dois irmãos e as filhas.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Dote
Um fardo pesado para milhares de mulheres na Índia
Casar-se na Índia continua sendo um fardo pesado para milhares de mulheres que, obrigadas a pagar altos dotes por uma tradição ilegal, mas ainda vigente, escolhem o suicídio ou morrem nas mãos de seus maridos por não conseguir quitar a quantia.
Os últimos casos de jovens mortas por esta causa - quatro em pouco mais de um mês - colocaram em evidência que o costume do dote, longe da extinção, continua tão vivo como nunca além das barreiras de classe ou casta.
Um dos assassinatos mais recentes, divulgado por toda a imprensa local, ocorreu no final de abril, quando a hindu Mukta Chandolia, de 29 anos, morreu um dia antes de seu casamento ao ser empurrada pela janela do quinto andar de um prédio em Nova Délhi pelo seu noivo, em meio a uma acalorada discussão.
A razão foi a exigência, no último momento, de aumentar em 500 mil rúpias (quase ? 9 mil) o dote já estipulado, algo que a namorada e seus parentes já haviam se negado a dar.
"O dote é uma parte integral do nosso sistema", disse o irmão da jovem falecida em declarações ao jornal indiano "The Times of Índia", que considerou que o problema foi o fato de o namorado de Mukta "ter se tornado muito avarento".
Apenas algumas semanas antes desta morte, outra mulher, Divya Soundiyal, foi encontrada sem vida em sua casa, e quando todos acharem que ela cometera suicídio, Sumit, seu marido, confessou que a tinha assassinado porque o dote deixou de ser pago.
O suicídio da mãe de uma namorada por não poder completar as exigências de sua futura família política e o caso de outra jovem que se enforcou em seu quarto pelo mesmo motivo se somaram às últimas ocorrências divulgadas na mídia local, o que serviu para reavivar o debate sobre este costume.
Casar-se na Índia continua sendo um fardo pesado para milhares de mulheres que, obrigadas a pagar altos dotes por uma tradição ilegal, mas ainda vigente, escolhem o suicídio ou morrem nas mãos de seus maridos por não conseguir quitar a quantia.
Os últimos casos de jovens mortas por esta causa - quatro em pouco mais de um mês - colocaram em evidência que o costume do dote, longe da extinção, continua tão vivo como nunca além das barreiras de classe ou casta.
Um dos assassinatos mais recentes, divulgado por toda a imprensa local, ocorreu no final de abril, quando a hindu Mukta Chandolia, de 29 anos, morreu um dia antes de seu casamento ao ser empurrada pela janela do quinto andar de um prédio em Nova Délhi pelo seu noivo, em meio a uma acalorada discussão.
A razão foi a exigência, no último momento, de aumentar em 500 mil rúpias (quase ? 9 mil) o dote já estipulado, algo que a namorada e seus parentes já haviam se negado a dar.
"O dote é uma parte integral do nosso sistema", disse o irmão da jovem falecida em declarações ao jornal indiano "The Times of Índia", que considerou que o problema foi o fato de o namorado de Mukta "ter se tornado muito avarento".
Apenas algumas semanas antes desta morte, outra mulher, Divya Soundiyal, foi encontrada sem vida em sua casa, e quando todos acharem que ela cometera suicídio, Sumit, seu marido, confessou que a tinha assassinado porque o dote deixou de ser pago.
O suicídio da mãe de uma namorada por não poder completar as exigências de sua futura família política e o caso de outra jovem que se enforcou em seu quarto pelo mesmo motivo se somaram às últimas ocorrências divulgadas na mídia local, o que serviu para reavivar o debate sobre este costume.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Aborto Seletivo

Aborto seletivo
A India tem um dos menores índices de nascimento de mulheres do mundo.
Segundo o censo de 2001, nascem apenas 927 mulheres para cada 1000 homens.
No Estado de Haryana esse índice cai para 782 mulheres, enquanto que, em outros países,
a estatística média é de nascimento de 1050 mulheres para cada 1000 homens.
E, na India, essa diferença está aumentando a cada ano.
São os “avanços da tecnologia” e suas consequências inesperadas. A diminuição do nascimento de meninas, na India, deve-se à proliferação de empresas clandestinas, em qualquer cidadezinha mais remota da India, que fazem ultrassom por apenas 10 dólares e, com uma taxa adicional, fazem um aborto, se o feto for do sexo feminino.
A situação é tão grave que o governo proibiu a realização de ultrassom, com o objetivo de saber o sexo do bebê. Mas o apelo dessas empresas e a realidade social falam mais alto.
Propagandas dessas clínicas afirmam: “pague 500 rupees agora e economize 50.000 no futuro”, numa referência ao dote que o pai da noiva precisa dar à família do noivo, no casamento.
Infanticídio, descaso e suicídio de meninas
Dos 15 milhões de meninas nascidas anualmente na India, cerca de 25% não vai sobreviver até seu aniversário de 15 anos.
A prática de infanticídio ainda existe em algumas regiões da India. Bebês do sexo feminino são mortos através do consumo de arroz e leite envenenados, geralmente oferecidos pelo homem mais velho da família.
Quando as meninas escapam de ser assassinadas, no primeiro ano de vida, são vítimas de um assassinato gradual. Não são enviadas à escola, trabalham duro em casa e morrem de desnutrição ou total abandono de cuidados de saúde.
Os índices de suicídio, entre as meninas, são assustadoramente maior que entre os meninos. Estudo publicado no reconhecido jornal científico britânico The Lancet mostrou que o índice de suicídio entre as meninas, entre 10 e 19 anos é de 148 para cada 100.000 enquanto que entre os meninos esse número cai para 58 em cada 100.000.
A média mundial é de 14.5 suiciídios para cada 100.000 meninos e meninas. Sendo que em países ocidentais, ao contrário da India, o índice de meninos que cometem suicídio pode ser até 3 vezes maior que de meninas.
O fenômeno “Bride-Burning”
Se a menina sobreviver a tudo isso, e conseguir que a família arranje um casamento, ela ainda estará correndo risco de ser queimada viva, no que se convencionou chamar de “bride-burning”, e que poderia ser traduzido por “queima da noiva”.
Como vocês vão ler no meu próximo post, sobre o casamento na India, a família da noiva é obrigada a dar um dote e vários presentes para a família do noivo.
Em muitos casos, quando a “fonte de dinheiro” se esgota, o noivo e sua mãe passam a considerar aquela noiva indesejável. E a matam, para que o noivo possa casar-se novamente e começar todo o processo de presentes de novo.
O termo “bride-burning” começou a ser usado porque essas mulheres, geralmente, são mortas na cozinha, enquanto estão preparando a refeição da família, alguém joga querosene, outro acende um fósforo e a morte é reportada como “acidente doméstico” com o fogão a lenha.
Dados oficiais do Governo da India apontam 7.000 mortes por “Bride-Burning”, por ano, ONGs afirmam que é o dobro.
Um artigo chega a falar em 25 mil.Além da prática de assassinato das noivas, cujas famílias não dão a quantidade de dinheiro e presentes solicitada, é comum a tortura dessas mulheres, que apanham tanto da família do noivo que tornam-se portadoras de deficiências físicas, com ainda mais dificuldade para trabalhar duramente, como espera-se que faça.
Muitas vezes, mesmo sabendo que corre risco de vida, a noiva não tem para onde ir. Os pais não a querem de volta e os abrigos governamentais não oferecem condições de moradia e é difícil conseguir uma vaga.
Outros dados sobre as mulheres, na India:• Altíssimos índices de desnutrição, porque a tradição é que as mulheres se alimentem por último e menos que o resto da família, mesmo que esteja gravida ou amamentando.
Mães desnutridas dão a luz à bebês desnutridos, perpetuando o ciclo.
• Mulheres recebem menos cuidados de saúde que os homens, muitas vezes são forçadas a ter vários filhos, até um ser homem, não recebem cuidados adequados durante a gestação e saúde reprodutiva.
• Para cada 100 mil nascimentos, morrem 540 mulheres indianas no parto ou em decorrência de complicações da gravidez. Muitos desses casos são consequencia de abortos ilegais. No Brasil, o índice de mortalidade materna é de 160 para cada 100.000 nascimentos. Na Suécia o índice é de apenas 5 mulheres para cada 100.000 nascimentos.
• As meninas recebem muito menos educação formal que os meninos, são tiradas da escola para ajudar em casa ou por medo da violência.
• Em termos de quantidade, a India tem um dos maiores índices de participação da mulher no mercado de trabalho. As mulheres trabalham mais horas e em tarefas mais árduas que os homens. Ainda assim, seu trabalho não é reconhecido.
• Em lugares onde a vida da mulher vale tão pouco, é normal que o estupro não seja considerado crime grave e tenha índices altíssimos, especialmente nas cidades grandes, como Delhi.
• Ainda que existam leis que protegem a mulher, elas não são cumpridas.
Mulheres nunca têm direito à herança.
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